Como escolher as alianças de casamento

Vai casar? Conheça 7 perguntas para fazer antes de selar o compromisso

Uma pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) revelou que quase 17% dos brasileiros casados afirmaram que a maneira como cada um gasta o dinheiro é motivo para muitas brigas. Já quando são casais inadimplentes esse número sobe para quase 23%. O estudo, que ouviu 656 pessoas de todas as capitais brasileiras, foi realizado em conjunto pelo site de finanças “Meu Bolso Feliz”.

Além disso, conversar sobre dinheiro pode fazer toda a diferença para se ter uma vida a dois saudável. No entanto, é preciso saber equilibrar as coisas, afinal, os costumes e as vivências de ambos, assim como a maneira com qual cada um lida com dinheiro também farão parte da relação. Por isso, que tal parar para responder a algumas perguntas antes de dizer sim? O consultor financeiro da G9 Investimentos, Gustavo de Carvalho Chaves, vai ajudar você, leitor, nas principais questões que envolvem dinheiro… antes de você ir para o altar.

Uma das questões mais frequentes entre futuros maridos e esposas é se as contas bancárias precisam ser conjuntas ou individuais. Para Gustavo, contas bancárias e aplicações conjuntas são interessantes para aqueles casais que têm bom controle financeiro e que preferem concentrar suas movimentações por praticidade e para ampliar o relacionamento com o banco. “Para os que preferem manter a privacidade da vida financeira mesmo depois de casados e para os “menos disciplinados” é preferível ter as contas separadas”, recomenda o consultor financeiro.

Outra pergunta que você deve responder antes do “sim” é pensar em relação ao aluguel ou a compra do imóvel próprio. Ao contrário do que muitos pensam, opina o consultor, morar de aluguel é uma excelente opção, principalmente, para aqueles que estão começando a vida a dois. Por isso, explica Gustavo, ambos devem priorizar a mobilidade e a liquidez pessoais, antes de assumirem compromissos de longo prazo de qualquer natureza, como, por exemplo, um financiamento imobiliário.

É BOM NEGOCIAR MINHAS DÍVIDAS ANTES DE PLANEJAR O CASAMENTO?

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“Sem dúvida que sim”, aponta o consultor financeiro da G9 Investimentos, Gustavo de Carvalho Chaves. Ele explica que eleger prioridades financeiras é fundamental para qualquer pessoa, principalmente para quem pretende iniciar uma vida a dois com tranquilidade e harmonia. “Para isso, nada melhor do que estar livre das dívidas. Cabe destacar que os problemas financeiros figuram entre as principais causas de separação. Ainda que a quitação das dívidas signifique “adiar” o casamento por uns tempos, esta decisão certamente trará um enorme benefício para o casal”, diz.

COMO DIVIDIR AS DESPESAS COM O PARCEIRO?

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Dividir despesas é muito positivo para o casal porque demonstra alinhamento de objetivos (como comprar imóveis, formar reservas, viajar, ter filhos etc), além de se comprometer com o bem-estar da saúde financeira da relação. Por isso, o ideal é que haja um equilíbrio na participação que cada um terá no orçamento familiar, ainda que isso na prática dependa do entendimento e das possibilidades de cada casal.”Isso porque questões pessoais e profissionais terão que ser consideradas como, por exemplo, estabilidade, capacitação, habilidades individuais, disponibilidade de tempo, entre outras questões”, observa o consultor.

O IDEAL É TER CONTA BANCÁRIA CONJUNTA OU SEPARADA?

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Para os casais que têm bom controle financeiro, que preferem concentrar suas movimentações por praticidade e querem ampliar o relacionamento com o banco, as contas bancárias e aplicações conjuntas são interessantes. “Deste modo, é possível reduzir tarifas, ter acesso a melhores taxas de juros e obter condições especiais de financiamento. Além de aumentar a rentabilidade dos investimentos, poupar de forma programada, dentre outras vantagens conforme cada instituição bancária”, opina Gustavo.Mas para os casais que preferem manter a privacidade da vida financeira mesmo depois de casados, e para os que não são muito disciplinados financeiramente, é preferível manter as contas separadas. “Vale lembrar que isso poderá servir de proteção patrimonial em eventuais crises financeiras como, por exemplo, endividamento excessivo, uso inadequado do crédito pessoal e inadimplência. Nestes casos, o saldo e o crédito do cônjuge estarão a salvo”, ressalta o consultor.

 

MORAR DE ALUGUEL OU FINANCIAR UM IMÓVEL?

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É importante que desde o início o casal priorize as decisões financeiras que vão trazer benefícios concretos em termos de aumento de renda e empregabilidade. E aqui entrariam investimentos em educação, capacitação profissional, empreendedorismo, experiências no exterior etc.Assim, uma dica é prolongar a “lua de mel” ao máximo e deixar a compra da casa própria para quando a família e a situação profissional estiverem mais definidas. “Ao contrário do que muitos pensam, morar de aluguel é uma boa opção, principalmente, para os que começam a vida a dois. Pois devem priorizar a mobilidade e a liquidez pessoais antes de assumirem compromissos de longo prazo de qualquer natureza como, por exemplo, um financiamento imobiliário”, diz Gustavo.

QUE DESPESAS PESSOAIS O PARCEIRO DEVE ABRIR MÃO?

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Todo sacrifício é válido quando se fala em conquista de objetivos comuns e da preservação da saúde financeira do casamento. E isso é válido mesmo que isso signifique abrir mão – temporariamente – do lazer ou de determinados hábitos e comportamentos em relação ao uso do dinheiro. “Identificar e cortar os gastos supérfluos requer diálogo, disciplina e disposição do casal para negociações. Isso porque, muitas vezes, aquilo que parece dispensável para um pode ser essencial para a felicidade do outro”, diz o consultor financeiro Gustavo de Carvalho Chaves.

QUAL O INVESTIMENTO MAIS RECOMENDADO PARA SE FAZER A DOIS?

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O ideal é que a carteira de investimentos do casal tenha diferentes produtos, de diferentes perfis de risco definidos. Mas leve em consideração os objetivos de curto, médio e longo prazos. “É interessante que o casal avalie a possibilidade de empreender destinando uma parte das economias para a abertura/aquisição de um negócio próprio. Isso será uma maneira de reduzir a dependência do mercado de trabalho. Quanto mais fontes de renda, maior será a segurança financeira e, consequentemente, melhor será a qualidade de vida da família”, assegura Gustavo.

A DECISÃO DE TER FILHOS DEVE SER ACORDADA ANTES DO CASÓRIO?

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“Sim, desde que o casal considere que a discussão vai contribuir – de forma positiva – para fortalecer e amadurecer a união. O importante é partir do princípio de que o casamento é uma decisão voluntária de pessoas que têm um projeto em comum. Então, todo e qualquer assunto que tiver relevância deve ser amplamente debatido e, quando oportuno, aprofundado”, completa o consultor da G9 Investimentos.

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